Category Archives: I ♥ Zombies

I ♥ Zombies #4

Deus sabe que a adolescência é uma altura lixada para os rapazes. Entre outras coisas há partes do corpo que parecem ganhar vida por si só quando estamos a ver a Lagoa Azul e somos constantemente desfigurados por um  gajo chamado Acne. E se há uma coisa que pode ajudar a ultrapassar esta fase, são os amigos.

Hoje vou vos falar de filme “Let The Right On In” de Tomas Alfredson (2008 ), filme sueco que trata então da amizade criada entre Oscar, um puto solitário de um subúrbio de Stockholm que passa os dias a ser bulied pelos colegas lá da escola até o dia em que conhece Eli, uma rapariga estranha que afinal revela ser um vampiro. Cria-se entre os dois uma autentica relação de dependência e desejo, algo bastante incomodo quando percebemos que um dos dois está morto (incomodo que sobe de nível quando somos confrontados com uma cena brevíssima lá pro meio da película em que ficamos totalmente “WTF-cked”. Só de pensar voltam-me os arrepios.). E quando pessoas do bairro começam a morrer de forma suspeita, aí começa a downward spiral que nos deixa presos ao ecrã, perdidos pelos meandros daquelas cenas mergulhadas na neve. O filme é inteiramente levado ao extremo pelos seus 2 jovens protagonistas (que não têm mais de 12 anos!!)  que fazem ambos um trabalho espantoso. Afinal a Suécia tem mais para dar do que móveis baratos e os ABBA.

ps: Sei sei, Eli é uma vampira. Mas afinal de conta os Vampiros são mortos vivos, right?

Huck
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I ♥ Zombies #3

Mais um dos habitantes da casa do Big Brother UK vai sair. Só que não faz ideia que o que o espera cá fora não são só fãs de Reality TV.

Dead Set é uma mini série de 5 episódios, criada por Charlie Brooker e que foi produzida para o E4, um canal de televisão digital da Grã Bretanha. A situação é simples, começa rápido e forte como se estivéssemos a ver um documentário sobre a onda Big Brother e seus corredores, há tramas amorosas, personagens que nos apetece logo esquecer, há promessa, muita. Não podemos esquecer que para um mini série não há muita lógica em passar muito tempo a desenvolver as personagens, por isso as histórias querem-se simples e de fácil compreensão. Porque, após a introdução, passados poucos minutos tudo dá pro torto.
Temos um feel muito 28 Days Later e Dawn of the Dead (versão Snider) em que os zombies correm e atacam como animais selvagens, apesar desta não ser a representação mais credível dos zombies o resultado é satisfatório e o trabalho de todo o grupo de actores é muito bom.
Um clin d’oeil especial para o grande desempenho de Andy Nyman que faz o papel de um autentico “asshole” e consegue na minha opinião uma das mortes mais memoráveis e viscerais (literalmente) que alguma vez vi, no que toca a death by zombie, claro. Uma semana após ter visto o ultimo episódio ainda tenha a imagem e os gritos do Patrick na minha cabeça.

…Paletós:”And the next contestant leaving the Big Borther house is… DEAD!”

Huck

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I ♥ Zombies #2

De vez em quando, ficamos mesmo pegados a um livro. E vou falar-vos de um destes livros que me deixou “fiber glassted” (como eu ouvi um amigo meu dizer ontem).

World War Z – An Oral History of the Zombie War é um livro de Max Brooks, um autor bem conhecido para todos os buffs de Zombies que estão aqui a ler-me.

Ele foi o responsável pelo excelente The Zombie Survival Guide no qual nos explica, como se de um manual de campismo se tratasse, como cuidar de si na eventualidade de um all out Zombie outbreak. Já o WWZ deixa-nos ver o mundo através dos relatos dos sobreviventes da Grande Guerra Z. Um autor ficcional (ou se calhar uma projecção do próprio Brooks) dá uma volta ao mundo recolhendo as historias das pessoas que passaram por aquilo tudo, sem nunca dar a sua opinião e de uma maneira muita fria. Muito business. Passamos de um relato sobre a situação política da actualidade para a historia de um criança que viveu os primeiros ataques ainda nas saias da sua falecida mãe, da fuga amarga de um palestino para a segurança de Israel até a situação vivida por um cyber otaku num Japão infestado por mortos vivos.

All around good fun e uma escrita cuidada e que dá o estrito necessário em termos de choque. Eu aprovo e recomendo.

… Paletós: “Queres dizer flabergasted, não?”

Huck

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I ♥ Zombies #1

Começo por expressar a minha grande alegria por voltarmos a falar consigo, caro cliente. Estivemos fora em aventuras durante estes últimos 4 anos e tenho a certeza que teremos muitas oportunidades de falar sobre o que sucedeu durante este hiato. Mas não é disto que eu vos queria falar.

Venho confessar-vos um fascínio meu que penso ser desconhecido por vós, excelentíssimos fregueses. Eu sou um fã incondicional dos devoradores de cérebro, aqueles que arrastam os pés, aqueles que soltam gemidos desprovidos de emoção enquanto esticam os braços para agarrar-nos e *crau* (como se diz em bom brasileiro). Zombies! Crio então este pequeno espaço para vos falar deles mesmo. Vamos a isso?

Para todo o fã de cinema de culto, apesar de ser considerado B movie, venho recomendar-vos Dawn of the Dead (1978 ) de George Romero.

Este filme começa já a meio da porcaria. Os zombies estão por toda a parte e somos brindados com uma cena fantástica em que uns Policias cheios de pinta fazem um raid a um prédio num ghetto qualquer de Filadélfia. Cenas chocantes, sem dúvida, mas que podem ser apreciadas pelo publico certo. Daí a acção dispara para o grosso do filme (não falo de nenhum actor mas sim da grande parte do filme) que foi filmado num Shopping Mall em Monroeville, PA. Muito ao seu estilo gory e sem se levar a sério, este filme ficará para sempre presente como uma crítica à América do final dos anos 70 em que o consumismo e a cultura de Mall ganhava o seu estatuto mais elevado. Não temos o que fazer à vida, vamos para o Mall… Neste últimos anos tive a oportunidade de viver como um americano (que o diga minha cintura!!!) e apesar deste espaço de tempo tão grande que separa o filme da minha experiência como Mall Cop no Buena Park Downtown de Orange County, entendo, percebo, concordo. O paralelismo entre os buyers e os zombies não é dificil de apanhar. E fica assim a dica,  se gostam de um bom filme de terror à antiga. Vejam Dawn of the Dead.

Voltarei qualquer dia com mais noticias from beyond the grave.

Aquele abraço.

… Paletós: *Moan Moan* *Lunge* * Bite*

Huck

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